0 Blá, blá, blá de blog.

Imagem: Reprodução 


Depois de um tempinho mantendo o blog com "certa disciplina" (apesar de não estar com postagens tão frequentes quanto deveria, eu tenho feito um malabarismo pra pelo menos mostrar no blog que estou viva), parei para analisar o que é esse tal de blog na minha vida?

É o meu lugar. É o meu espaço. Sou eu. Logo, o blog é tão caótico quanto esta que vos escreve. Muita coisa junta, de tudo um pouco, 24h do dia à 220Volts. É uma delícia saber que posso escrever  sobre tudo o que eu quiser, afinal eu não sou só beleza, maquiagem, e amenidades, como também não sou só arte, pesquisa, pedagogia e estudo.

Em breve iremos, eu, o blog e você que por ventura venha por aqui ler meus escritos,  completar um ano de união. Não sou uma blogueira badalada, nem dedico minha vida à isso embora isso faça parte dela; não sou experiente e "velhaca" nas tecnologias, mas da minha experiência eu posso falar algumas coisas: 

Qual a melhor coisa ao se ter um blog?

A possibilidade de compartilhar, de conhecer, de "vexamar" (desculpem o trocadilho, mas lembrei de um trecho de um livro chamado Ame e dê Vexame do Roberto Freire, que minha querida amiga Isa leu para mim uma vez). O blog, o vídeo é o espaço do fazer, do fazer o que se ama dispondo-se ao vexame. Que seja! Que artista é artista sem o vexame? Que amor é esse que não se expõe assumida e descaradamente ao ridículo?

Qual o maior fascínio que o blog me causa?

 A ideia de que o blog é uma memória. Não de arquivos, mas de momentos ficarão como lembrança à todos os que de alguma forma me conheceram, conviveram comigo. A memória é  tema que me instiga muito, é filosófico, é emocional, é físico, é tecnológico. A vida é passageira e imprevisível, ter um livro-diário-revista de sua autoria, assim como gravar um vídeo, tirar uma foto, compor uma música, escrever uma poesia, compor algum trabalho artístico, escrever uma carta é eternizar-se.

O eternizar-se está ligado à "fama", número de acessos e tudo mais?

Não! Fama? Que fama? O que me interessa é como um veículo impessoal e distante consegue aprochegar pessoas até então desconhecidas. Aproximar amigos que há tempos se separaram. Humano. Compartilhar um pouco da minha humanidade: minhas mudanças de opinião, minhas dúvidas, meus desejos, meus defeitos, minhas diversões e felicidades com alguém que já passou por algo parecido, ou está vivendo aquilo, ou que depois pode ver-se em situação semelhante e lembrar-se do que leu aqui.  Meu fascínio está no fato de ser este um pedacinho de mim que, no futuro, quando eu já tiver encerrado este trajeto terreno, poderá ser acessado pelos meus filhos, netos, amigos, parentes, conhecidos de qualquer lugar do mundo, à qualquer tempo. É esta eternidade que me importa. Não são os números de quantas pessoas acessarão, mas a certeza de que as poucas que podem precisar de mim poderão ter pequenas doses para aliviar a saudade e alimentarem apenas as boas lembranças.

O que é mais ruim em se ter um blog?

A cobrança pessoal por postagens que não vão ao ar por falta de tempo. Ao optar por ter um blog, mesmo não sendo remunerada para escrever nem tendo a responsabilidade diária que uma parceria traz, eu sabia que era preciso tempo. Mas com as mudanças da vida, começa-se um novo projeto profissional e os horários vão para o espaço. O difícil nem é escrever e postar, é preparar as imagens. Organizar tudo, Fotografar,  fazer pequenos ajustes (dimensão, de luz e sombra, colocar assinatura...), pouca coisa mas dá um trabalhão. Não é a toa que os blogs grandes tem equipe de trabalho para dividir os afazeres.


Planos? 

Continuar... Sempre. Mesmo que devagar, sempre.



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